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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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19 Cubos de gelo
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sábado, 31 de outubro de 2009
Porque hoje, quero acreditar em todas as tuas mentiras. Porque hoje, quero-me refugiar em ti.
Também te amo muito.

15 Cubos de gelo
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Enquanto antes achava estar nas últimas páginas de um drama, perto do final que seria uma bela transcrição de um texto algures nas épocas felizes, tenho agora sede de saber o que vai acontecer a seguir. Leitora ávida da minha própria história, narradora subjectiva, seria incapaz de deixar uma obra por terminar. Não esta, demasiado bela para acabar já e desta maneira. Ainda vão existir muitas sensações, muitos momentos nesta obra mal começada. E sabem? ela às vezes começa a escrever-se sozinha. Conta claro com a ajuda de escritores alheios que são tão convencidos que se usam quase sempre a si mesmos como protagonistas. Então houve um, houve um..Daqueles que por ter tanto a mania que é especial, foi-o mesmo. Chegou, cheio de si mesmo, e trocou completamente o sentido à história. Virou-a do avesso, mudou as personagens principais e atribuiu-lhes características que nunca me ocorreriam. Mas depois saiu discretamente, deixando-me com uma história que já não era mais a minha. Era agora uma compilação de impulsos e sentimentos demasiado fortes para que pudessem ter saído de pessoa tão racional como eu o era.
Não sei mais escrevê-la. Ensina-me a acabá-la amor, assopra-me o final ao ouvido..




23 Cubos de gelo
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
As pessoas só têm a importância que lhes atribuímos.
E eu provavelmente atribui-te demasiada.. E provavelmente já devia tê-la retirado. Mas não quero saber. Não interessa.
amo-te.




8 Cubos de gelo
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Toda a gente como devia
Com o que devia
Com quem devia
Era como devia ser.

14 Cubos de gelo
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
That's it, I'm done.
Have a great life .

5 Cubos de gelo
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Ora tentem lá descobrir o que há de estranho nesta foto.
Recompensa: Saberão que são oficialmente mais inteligentes que eu, que demorei cerca de 15 minutos.

12 Cubos de gelo
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Nunca me empurraste enquanto andava de baloiço. Nunca rebolaste comigo na relva. Nunca me viste dançar. [secalhar se tivesses visto me ficasses a amar um bocadinho mais, e talvez esse bocadinho fosse o suficiente para...] Nunca chegámos a ver juntos o pôr-do-sol ou o nascer deste.
Tantos sorriso que ficaram suspensos, tantos risos que foram anulados antes de produzidos, tantas lágrimas contidas.
Agora, quero compensar por todo o tempo em que me esqueci de mim mesma. Se o vou fazer contigo? Nãããããão, só se quiseres.

Olha, eu vou comprar um gelado de cone, espetá-lo na testa e passar o dia inteiro a fingir que sou um lindo unicórnio. Vens?



Secalhar é melhor ficares onde estás. Nunca gostaste muito de unicórnios..ou de mim.

25 Cubos de gelo
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
Sou mais forte, agora que fui mais fraca. Estou mais alta, agora que desci até às profundezas do desespero. Enquanto estive lá em baixo, mesmo no fundo, comecei a construir algo de que nem estava bem certa do que seria. Devagarinho, porque ainda me doía todo o corpo. Porque tu fizeste o meu coração pesar tanto, amor. Encheste-o de uma estranha mixórdia de sentimentos, e ainda adicionaste a mágoa desses mesmos sentimentos não serem mais partilhados contigo. Mas grãozinho a grãozinho, pedrinha a pedrinha, fui construindo a minha escada improvisada que me faria chegar ao topo, de novo. Porque na verdade eu não queria descer mais baixo. Por entre desvaneios momentâneos e pensamentos errantes, no fundo sabia que não me queria afundar nas minhas próprias lágrimas. Sabia que não me ia entregar de mão beijada ao sofrimento.

E não o fiz. Tentei inumeras vezes reeguer-me, mas era como uma marioneta nas tuas mãos que usavas conforme te convinha. Começavas a levantar-me, levantar-me suavemente, a puxares-me para ti quando sentias a nossa falta.. Para depois me puderes atirar macabramente para o fundo. Limitavas-te a pegar nas cordas que me sustinham no ar e a largá-las abruptamente. E depois, saías. Não ficavas para ver se caía, se estava bem, não queres agora olhar para os meus hematomas. Porque gostas de ignorar e fingir que não foste tu o culpado. Porque tu és mau, és mesmo muito mau.

E eu não devia gostar de pessoas más.

(eu sei que o contexto se perdeu a meio do texto, desculpem x.x)

26 Cubos de gelo
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sorriste para ela, que eu vi. Abraçaste-a, que eu senti cá bem no fundo. Provavelmente até a beijaste, mas isso não vi nem senti.. E ainda bem.
Tive de aguentar uns infernais 90 minutos a assistir a todo aquele triste teatro montado à pressa. Ao fim de poucos minutos, já lágrimas escorriam suavemente pelo meu rosto. Escondi a cara entre os braços e chorei baixinho, para que não ouvisses tão triste momento..
Estava ali, escondendo-me nos meus próprios braços. Estava ali, de novo, a chorar por quem jurei nunca mais o fazer.
Patético. Imoral.
Porque na verdade nunca disseste que voltavas. Davas sinais, sim, mas que são sinais na tua boca?  Palavras. Simples e ocas palavras. Até os gestos, não têm qualquer significado para o teu novo eu. Porque agora só se trata de objectivos, não é? Objectivos não definidos com pessoas inconstantes. Mas aviso-te meu amor, o jogo acabou há muito. Agora a realidade é fria e cruel, mas é real e é tudo o que temos.
Mas se queres continuar a fazer jogo duplo, fá-lo. E eu estarei aqui para rir quando perderes duplamente também.



28 Cubos de gelo
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domingo, 25 de outubro de 2009
Tive-a, durante imenso tempo, presa na minha caixinha de música. Para que cantasse para mim. Para que ouvisse aquela linda melodia cada vez que fechava os olhos. Agora, ela perdeu a voz. Ou fartou-se de cantar. Porque a mantive sempre ali, fechada. Impedida de ver as maravilhas que o mundo poderia oferecer a tão fantástica criatura. A tão gentil bailarina.

Olha-me agora do teu novo pedestral e ri. Não para mim, mas de mim. Quer fazer-me mal, afectar-me como lhe fiz. Mas sabes que mais? Eu aceito isso. Posso até merecê-lo. Posso não ser boa pessoa, mas sou altruísta o suficiente para acartar com o que cruelmente chamam de vingança.

Agora vai, pequenina. Limpa o teu vestidinho branco imaculado que sujei de lágrimas. Ajeita esses teus cabelos loiros. Vai dançar para perto de quem mereça..




8 Cubos de gelo
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sábado, 24 de outubro de 2009
Porque eu não gosto mesmo nada quando fica tudo nas tuas mãos.

9 Cubos de gelo
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A Patrícia, a PR" e a Rainy para não variar, foram umas queridas e deram-me este selinho :$
As regras são:
-Postar o link de quem indicou - a tua voz a soar ao meu ouvido ❤ ,  Sorrisos perfeitos e Rainbows
-Postar o Selo.
-Passar o selo a 5 blogs perfeitinhos: André Viana, Michiyo Nakamura, Lara Filipa GV, Joana e Carolina
- Responder às seguintes questões:
Mania: Morder o lábio (de uma forma que só eu consigo fazer e que me faz parecer um coelho) quando estou nervosa
Pecado Capital: Comida Japonesaa
Melhor cheiro do mundo: da manhã, de preferência o característico das 7.16
Se o dinheiro não fosse problema: Dava à Catarina tudo o que ela quer
História de infância: Quando o meu pai me tentava adormecer contando-me histórias, ele adormecia e depois eu ia para a sala ver televisão com a minha mãe.
Habilidade como dona de casa: Zero. (Mas sou óptima a mandar os outros trabalhar)
O que não gosto de fazer em casa: Mandem-me fazer a cama que eu começo a trepar paredes
Frase preferida: 'envergonho-me bué por ser burro.', dita pelo David Santos.
Passeio para o corpo: Caminhar para longe do Vasco, para que não me consiga causar mais hematomas (a)
Passeio para alma: Fugir para onde quer que seja
O que me irrita: Quando querem ter sempre a última palavra
Frases ou palavras que uso mais: 'ah, pronto' e 'tá quieto ou eu juro que te espanco.'
Palavrão mais usado: The F word.
Vou aos arames quando...  Me stressam
Talento oculto: Deve continuar oculto. Talvez venha a ser uma óptima trapezista ou tocadora de alaúde, quem sabe.
Não me importo que seja moda, eu nunca usaria...  Crocs : | Por favor alguém avise o mundo que verde flurescente NÃO é bonito.
Queria ter nascido a saber... Cantar!

27 Cubos de gelo
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'I hate the way you smirk at me
And the way you gel your hair
I hate the way you think you are,
I hate it when you stare
I hate your big bad attitude
And the way you read my mind
I hate you so much it makes me sick
It even makes me rhyme
I hate it that you think you're right
I hate it when you lie
I hate it when you make me laugh
Even worse when you make me cry
I hate it when you're not around
And the fact that you're Slytherin
But mostly I hate the way I don't hate you
Not even close
Not even a little bit,
Not even at all.' 

Anya Malfoy, in Leather & Libraries

14 Cubos de gelo
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Não, não assim. Se voltares volta por inteiro. Não quero metades, copos meio cheios ou meio vazios. Não serei mais o amor das horas vagas, aquela de quem te lembras de vez em quando, a companhia dos tempos mortos. Não serei a que consideras tua mas a quem nunca pertenceste. Não servirei de objecto com prazo de utilização estabelecido antes da 'compra'


Porque agora, o que estás disposto a dar é bem capaz de não ser suficiente.



23 Cubos de gelo
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
De alguma maneira, de uma forma que me é completamente alheia, captei a sua atenção. Fui dando os sinais errados à pessoa errada. E, inevitalmente, fi-lo apaixonar-se por mim. Devia ser proibido fazer isto às pessoas de quem gostamos. Partir corações como quem parte nozes.

Onde estavas, enquanto tudo isto acontecia? Onde estavas, enquanto tudo se desmoronava? Porque não me paraste, sabendo que serias o único capaz de o fazer?
Porque sei que se alguma vez voltares, enquanto cá estiveres, vais afastar todos os meus fantasmas. Vais-me fazer esquecer tudo o que fiz de mal e as ruas de amargura que criei. Mas depois, vais embora. Nem te atrevas a dizer de novo que ficas para sempre. Sei que voltarás a partir, desta vez talvez para não voltares nunca mais. Deixa amor, não te condeno por isso. Nunca te pediria o para sempre, não vou de forma nenhuma prender-te numa caixa imaginária criada por puro egoísmo de te partilhar com o mundo, não de novo. Mas quando fores embora, quando te fartares mesmo de mim e queiras explorar o mundo que existe além do nós, ficarei de novo sozinha com estes corações que parti involuntariamente. E eu não sei o que fazer com eles...
Tenho uma caixinha para os colocar. Mas era o teu que encaixava lá tão perfeitamente..





14 Cubos de gelo
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
You've got to give a little
Take a little
And let your poor heart
Break a little

You've got to laugh a little
Cry a little
Until the clouds
Roll by a little

As long as there's the two of us
We've got the world and all it's charms
And when the world is through with us
We've got each other's arms

You've got to win a little
Lose a little
Yes and always
Have the blues a little

That's the story of
That's the glory of
LOVE.
 















Bette Midler- Glory of love

22 Cubos de gelo
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Nós construímos Começou por ser apenas um monte de areia, como todos começam. Mas aos poucos, tu e eu, o nós daquela altura, foi-lhe dando forma. Construímos um belo palácio, cheio de cantos e recantos, salas estonteantes que enchemos, sobretudo, de memórias: gestos, aromas, palavras soltas. Vivémos lá durante um tempo, que na altura me pareceu insignificante. Vejo que devia ter aproveitado mais, porque agora uma onda de rancor, mágoa e ciúmes debruçou-se sobre o nosso bocadinho de arte, destruindo-o por completo.Enquanto eu continuo impávida, estupefacta a olhar para o nada a que tudo se reduziu, tu, pelo contrário, com esse espirito empreendedor, já começaste a construir um novo. Só que desta vez não quiseste a ajudar-te.Já quase que acabaram a construção. É mais rápido com ela, não é? Claro que é. Ela nem hesitou quando, delicadamente lhe pediste ajuda. Eu demorei imenso tempo a aceitar tal sublime convite. Mas tu não desististe, e acabámos contruindo aquilo que foi a minha felicidade durante aquele tempo.
Mas no meio de tanta pressa em terminar, perderam a magia da construção. Perderam os sorrisos de quando mãos se encontram por acidente, a mágoa de quando um destrói involuntariamente algum bocado e o conforto de juntos lhe voltarem a dar forma. Adoravas essa parte, eu sei. Agora apressa-la, o tempo está a contar.
Sabes muito bem que nao conseguirão fortificar tão má construção. A areia secou desde a minha passagem. Recusa-se a servir-vos neste momento. Ela ainda se lembra de mim..
Não há-de tardar muito até que a maré encha de novo e destrua esse 'castelo'. Vai encher e vai-me trazer de volta para junto de ti e dos teus destroços.


Pena que não queiras que volte. Pena que me tenha fartado de construções na areia.



17 Cubos de gelo
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domingo, 18 de outubro de 2009
Foste tu que me criou. Foste tu quem me destruiu. O meu eu. O teu eu. O nosso nós. Secalhar só o meu nós. O meu eu teu e meu mais o teu eu. O meu eu teu. O teu eu meu.

Um dia, disseste-me que não temos de fazer sentido para ter razão..
 

 
 
 

7 Cubos de gelo
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A Patricia, a PR" , a Emma" e a Mia decidiram pôr um sorriso na cara da Nés hoje, ao terem-me dado de boa vontade este miminho :3
As regras são:

1- Escrever uma lista com 8 caracteristicas suas;
2- Convidar 8 bloggers para receber o selo;
3- Comentar no blog de quem lhe deu o selo;
4- Comentar no blog de quem escolheu.


Pois bem, as características: [isto não vai ser nada fáciil]
- Sou nervosa.
- Tenho vindo a descobrir que sou uma pessoa calma [quando nao estou nervosa]
- Gosto de adormecer a ouvir música [porque o que gosto tambem define quem sou :c]
- Gosto de comer limões como quem come rebuçados
- Sou melodramática
- Sou o que se chama de 'bicho do mato' maior parte das vezes
- Sou socialmente preguiçosa
- Gosto imenso de abraços e ainda gosto mais das pessoas que mos dão.

Temos de escolher 8 blogs, não é facil mas cá vai:
- s-o-m-e-times [por os nossos rapazes mais bonitos que usam óculos]
- Baby, I don't care [porque tem razão em cada palavra]
-Continuo à procura.. [porque um dia vai ser mesmo muito feliz]
- Radamés . [porque o rapaz merece]
- Doce orgulho . 
- Não te consigo inventar [por todo o seu apoio e inspiração]
- Sorrisos de uma vida [porque o povo precisa do seu rei]
- Menina
- Sorrisos perfeitos
- a tua voz a soar ao meu ouvido

(sim, sim, eu sei que fiz batota e não mandei só a oito,mas não tenho culpa que vocês tornem a escolha tão dificil (a) e mesmo assim faltam pessoas que, terão o seu presentinho da próxima vez que receber um)

29 Cubos de gelo
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Falaste-me, sorriste-me, tocaste-me.
Afinal tu ainda sabes quem sou. Afinal não esqueceste quem fomos.

Será que...vais...voltar?

Será que..quero que o faças?

24 Cubos de gelo
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Foi tudo rápido. Demasiado rápido para que o possa agora retratar na perfeição.

Lembro-me de presenciar movimentos soltos, macabros, raiados de ódio.
Todos reagiram incrivelmente depressa, freneticamente, para fazer algo que nem eles estavam bem certos do que seria.
Eu,pelo contrário, não consegui. Os membros teimavam a não obedecer às minhas ordens. As próprias ordens já não eram nítidas, acabei presa e absorta nos meus próprios pensamentos. O repentino silêncio que se abateu sobre mim inspirava temor, era como um eco vazio da minha voz que se tinha perdido no espaço.
Até que ganhei vida e comecei a agir por instinto. Esqueci a minha própria dor no desespero de tentar parar aquilo de alguma forma. Tentei, inutilmente, demover aquela criatura movida pelo ódio de tudo o que estava a fazer. Mas acredito que ele não me ouviu. Porque nem palavras possuem tal poder.


E são nestas alturas que percebemos como os outros nos são tanto.

18 Cubos de gelo
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
Dou todos os sinais que posso, à espera de algum feedback da tua parte. Até passei a ser mais expressiva e tudo. Eu, Inês, a pessoa que tinha sempre o mesmo olhar morto e inexpressivo e sentia apenas por dentro esforça-se agora por transmitir nos seus olhos todos os sentimentos que experiencia.Todas as suas sensações são visiveis em cada movimento, toda a sua dor é agora palpável. Se sente a tua falta, mostrá-lo-á. Se a repugnas, mostrar-to-á com mais intensidade ainda.
E cria todos estes sinais para que tu os leias. Porque só tu os irás compreender.



E mesmo assim, continuas sem o fazer..


37 Cubos de gelo
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domingo, 11 de outubro de 2009
E porque quando estou feliz a necessidade de escrever esvanece à afluência dos sorrisos não forçados. E porque quando estou feliz tudo o que me corroi e mata desaparece à velocidade dos passos mal dados, sem jeito ou direcção. E porque quando estou feliz não há lacunas a preencher, vazios a precisarem de ser enchidos por inutilidades bastante dispensáveis. E porque quando estou feliz o pouco que me resta parece-me gigante. E desculpem-me, porque quando estou feliz não tenho a necessidade de o descrever ou retratar.


Porque quando estou feliz, isso basta-me.



13 Cubos de gelo
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sorrio de felicidade, rio de satisfação, salto de alegria.
Grito de desespero, sofro de saudade, choro de dor.



Não chega já de influenciares tudo isto?




25 Cubos de gelo
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Fazes um enorme esforço para me ignorar. Até para mim, que nunca acredito no que me contam sobre a tua pessoa, torna-se óbvia a tua preparação mental para me enfrentar todos os dias sem uma única ruga de expressão nesse tão (im)perfeito rosto.
Sabes, também eu me esforço. Esforço-me para fingir que não reparo, talvez. Mas bem tenho visto esses óculos que insistia de 5 em 5 minutos que usasses sempre contigo. Achava sinceramente que te ficavam bem. Conferiam-te aquele ar intelectual que estava em perfeita sintonia com a parte que tentavas extreminar de ti: a que mais amava. Mas claro que estavas em desacordo, odiava-los. E no que toca a esses assuntos somos tão semelhantes que sabia perfeitamente que tentar fazer-te mudar de opinião seria impossivel, inútil e desnecessário. Por isso limitava-me a pedir que os metesses, com a cara encantadora que aprendi a fazer contigo. Pois bem, na verdade não o pedia só por capricho de te ver com eles: o sorriso que fazias quando repetia essa frase constantemente até os pores é que me fazia derreter mais que a manteiga.
Agora, não me atreveria a dizê-lo de novo, traria demasiado de volta. Mais do que podemos aguentar, mas do que eu posso aguentar.
Bem reparo no esforço que fazes para me mostrar como te rendeste, como todos os minutos que passei a insistir valeram a pena e agora andas sempre com eles.
(...)

Mas depois olhaste para mim e senti a mágoa e a derrota no teu olhar. Pousaste os óculos de vez. Acabou.


22 Cubos de gelo
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Sou oca, sim. Estou oca. Estou oca porque já nao carrego em mim os sentimentos que outrora me preencheram e iluminaram. Davam-me vida, eram como pequenos pirilampos que encontraram em mim morada e me fazem companhia nos tempos mais solitários. Depois vieste. Vieste e divertiste-te a apanhá-los e guardá-los debaixo do teu casaco. Ou melhor, ofereci-tos, ingénua, porque nunca tive medo do escuro e o facto do enorme manto negro se abater sobre mim não me assustava, se assim ficasses tu com o caminho iluminado. E como íamos ficar juntos para sempre, não tinha de me preocupar com a escuridão. Mas não ficámos. Não ficámos e eu perdi-me enquanto tu foste embora com os meus pirilampos. Fiquei à espera que voltasses para me vir buscar: nunca o fizeste.
Continuo sentada no mesmo lugar. Comigo já só tenho a esperança. Bocadinhos soltos dessa que dizem mover montanhas [ou era a fé?] e que para mim nunca significou nada porque, como é um último recurso, nunca me foi precisa.
Agora, uno todos esses bocadinhos porque vou precisar deles para descobrir. Descobrir recantos em mim, pirilampos adormecidos que me esqueci de oferecer, ou que sabia ir precisar..




53 Cubos de gelo
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sábado, 3 de outubro de 2009
- Silêncio constrangedor?
- Não, silêncio do tipo: 'Já nada mais há a dizer, põe as mãos nos ouvidos e transforma este ensurdecedor silêncio na mais bela melodia.. '


10 Cubos de gelo
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E sem reparar, criei tudo isto. E sem reparar, tudo isto destruí.


E sem reparar, perdi-me no meio deste processo.


E sem reparar, perdi a vontade de me encontrar..




Ps: o conto de fadas, destruiste-o. Não faz mal, já não significava nada: Mas a realidade, essa que me era tanto, foi desvanecendo ao som das tuas palavras.

12 Cubos de gelo
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Enquanto o meu mundo de desfaz em minúsculos bocados





Devo tentar apanhá-los ou apenas esperar que o vento os una de novo?

3 Cubos de gelo
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Ela disse que te beijou o pescoço porque não conseguia alcançar os teus lábios.


Depois pergunta o que se passa que eu no silêncio gritarei tudo o que não queres ouvir.

8 Cubos de gelo
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Não gostas nem nunca gostaste de amar; é a perseguição que te dá prazer. É essa que te faz o sangue fervilhar em todo o corpo, é o jogo que te seduz.
Jogas sempre meticulosamente: levas tempo, examinas cuidadosamente o jogador involuntário. Não deixas passar um único gesto, movimento ou expressão. Tudo está estudado para um único objectivo: a vitória. Mesmo assim pareces retirar prazer dos fracassos, como se adivinhasses que eles se aproximavam, como se assim ainda estivesses no controlo. Sempre adoraste desafios e devia ter sabido que não era nada mais que um peão num desses teus doentios jogos. É incrivel quão bom jogador és: infelizmente é mais uma coisa que fazes perfeitamente e sem quaisquer falhas. Ages como se tivesses a mover peças, sempre com essa enorme facilidade e habilidade digna de um professional. Tenho de te reconhecer o mérito, nunca sequer me apercebi que estávamos a jogar. Mas agora vejo a minha figura reflectida no novo peão que arranjaste em minha substituição: Reconheço essa resistência no inicio, mas total submissão no fim: hunf, e eu a pensar que comigo era diferente. Sempre pensamos que connosco é diferente.

Não há-de faltar muito até este jogo se tornar também algo fácil de atingir e queiras um desafio maior. Um dia, hás-de perder. Hás-de perder o jogo e com ele toda a tua gloriosa habilidade. Talvez aí começes a agir como todos nós e passes também tu a ser uma peça deste peculiar xadrez.





Ps: o meu rei está deitado..