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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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3 Cubos de gelo
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Contava-lhe histórias para que fosse feliz. Para que acreditasse nelas com toda a forte magia que se agitava nela, para que as achasse mais reais que este mundo onde cada passo é mais um corte no seu débil ser. Contava histórias à Lis para que ela fosse alimentada a amor em vez de viver só da realidade fria, para que se deixasse ficar nelas e esquecesse as pessoas de carne e vísceras que nunca a souberam deixar ser. Contava histórias à jasmim para que ela pudesse sonhar, sem saber que ela já tinha dentro dela um mundo cheio de sonhos de algodão e que a nossa realidade era, para ela, a mais pura fantasia.


3 Cubos de gelo
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domingo, 6 de maio de 2012
Não vivas como se a alma fosse de papel, inquebrável. Mata, esfola, arranja maneira. Deita-te e olha para o céu verde e as ruas de Veneza encharcadas em classe. Se souberes ver, vais entender. Se souberes entender vais ter de me explicar, que eu apanho aviões de papel e deito-me tarde, tal coruja que se esqueceu dos óculos de dormir. Se sei que cantar é do peito, chilrear é andar de metro azul. Coisas que se vomitam em linhas férreas.
Chamam-lhe amor.
Chamo-lhe calar a sôdade.


Primeira experiência de "write without thinking". Gostei.


2 Cubos de gelo
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sábado, 5 de maio de 2012
Nunca te contei histórias. Tu precisavas terrivelmente de histórias e eu nunca tas dei. O teu coração esteve sempre desfeito, a tua alma, despedaçada em mil pedaços. Precisas de quem te sente ao seu colo e te conte sobre princesas, fadas e leões, como eu nunca fiz. Mas eu precisava de histórias também, sabes?