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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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quinta-feira, 25 de julho de 2013
É que as pessoas, Rodrigo, tratam-se como pedaços de cartão velho. Brincamos com almas despidas e magoamo-nos compulsivamente. Como se todos os corações fossem revestidos a ferro. Mas nós sabemos, eu e tu vemos todos os dias gente que sangra pelos cantos como se a vida subitamente fosse feita de paredes infindáveis onde te encostas para morrer em compassos certos. Onde ainda ameaçamos descansar as costas nos dias pesados mas de onde a nossa ânsia de vida nos resgata com a força dos seus duzentos membros cravados de flores e memórias. Ainda não é desta que nos levam, Rodrigo. Ainda não é desta que a salvação não nos chega em jeito de gritos cortantes de ajuda. 



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quarta-feira, 17 de julho de 2013
a poesia só não morre em ti porque não deixas. só não quebras ao som de um sorriso porque te fazes ao chão, planeias cada queda e nunca tens de lamber feridas, cicatrizar ao sol. e ranjo os dentes quando percebo que o desarrumo em mim é o eco do caos do teu corpo porque te sinto queimar-me a garganta, sinto-te os passos em falso e magoas-me, quebras-me sempre que te foges e te perdes em ruas sujas e vazias que te respiram sem nunca tomarem o tempo para te inspirar, para chorar o calor dos teus olhos. faltas-me, da maneira que nunca foste, no que nunca soubeste sentir. faltas-me em todos os lugares que não pisei, de todas as vezes que não chegaste. achas-te tarde e eu não ouso confessar-te que tremeria da mesma maneira ao mínimo vislumbre do teu corpo inerte, da tua alma sempre tão desconcertada, sempre tão fora do lugar. não, não é o tardar que me aleija, nem as tuas dilacerações contínuas ao que sou.
magoa-me que sejas tanto mar.