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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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domingo, 31 de julho de 2011
Pareceu-me certo criar um e-mail para este blogue, um espaço de perguntas, respostas, amores suaves e confissões tardias. Um sítio para dizerem o que quiserem: nem que seja só olá.
dancemearoundtenderly@hotmail.com

(como devo passar pouco tempo online, é preferível usar as mensagens de correio electrónico)

10 Cubos de gelo
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sábado, 30 de julho de 2011
Achas que não, mas eu amei-te uma vez. Estavas a andar e tiveste um momento de descoordenação, as pernas traíram-te e deixaram de sustentar o teu peso durante um bocado. Dobraste os joelhos e levantaste um braço para ganhar o equilíbrio de novo. Amei-te aí. E a seguir a isso amei-te outra vez, e outra, e acabei a amar-te mesmo quando não fazias nada. Até a falta de amor que te tinha me fez amar-te por um bocadinho. Vou amar-te sempre assim, sempre aos bocadinhos, sempre só de vez em quando, para sempre.


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terça-feira, 26 de julho de 2011
Contorce-se. Quebra em desespero, verga em sinal de redenção. Pára e chora. Desilude-se. A fraqueza sempre foi distante, a mesma fraqueza que está agora tão perto. Afoga-se no seu próprio desespero. É o fim. Ouve-se uma respiração pesada, um suspiro perturbante. Um estrondo do som e da ausência crua dele. Os extremos a rasparem a pele. O desgaste. A exaustão. Finalmente, o silêncio deixa de magoar e passa a ser vazio. As correntes caiem dos seus pulsos. É o fim. Que descanse em paz.




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segunda-feira, 25 de julho de 2011
- Saudades.
        - Eu também Inês, eu também.



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sexta-feira, 22 de julho de 2011
- Continuas sempre com gente que nem desconfia que és de vidro. Dás-te a quem não te sabe proteger a fragilidade, a que não sabe que precisas de ser embalada num cobertor sólido de amor de vez em quando.
- E se não houver quem consiga polir vidros sem os quebrar? Se calhar as pessoas de algodão só não têm pontas afiadas nos livros em que mergulho para fugir disto.
- Olha com atenção miúda. O mundo dá-te tanto, e tu vês sempre tão pouco.


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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Jogamos com o peso. Dás-me o teu, cedo-te o meu. Suportamo-nos mutuamente. Os movimentos e o amor transformam-se em poesia. Somos corpos a falar? Não, somos almas que se expressam através de corpos falantes. Corpos que gritam numa combinação mortal de desespero, agonia, dor excruciante. E amor. Faltou-me o amor, não é? Falta-me sempre o amor.


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sábado, 9 de julho de 2011
Tinhas uma madeixa dos cabelos de ouro no rosto, as lágrimas rolavam-te pela pele de porcelana e acabam caídas no teu colo. Senti-me culpada por achar que estavas linda. A agonia realça a cor dos teus olhos, o sofrimento enfatiza os traços do teu rosto. Queria saber o que te perturbava, mas aprendi contigo que esse tipo de interrogações são completamente dispensáveis. Então fiquei quieta, a afastar-te os cabelos da cara e a secar-te as lágrimas do rosto. Afinal é isso que é o amor, não é? Partilhar silêncios e não deixar que o sofrimento seja unilateral.



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sexta-feira, 8 de julho de 2011
- Existe uma barreira entre o pensar e o sentir?
- Um abismo.


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sábado, 2 de julho de 2011
- Estamos sempre sozinhos, já viste? Vem sempre o momento em que ficamos presos numa solidão tenebrosa, num beco sem saída. Em que todos os que achávamos nossos desvanecem perante os nossos olhos. Nunca ninguém nos puxa quando nos afogamos na essência do que somos.
- Iludimo-nos quando achamos que as pessoas são capazes de ter essa lealdade com alguém senão elas mesmas. Estamos sozinhos, por mais que acreditemos que não. Estamos condenados a ser escravos da nossa própria alma.