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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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sábado, 31 de março de 2012
- O teu nome é mesmo liz?
- Diz-se lis, como o rio, ou a flor-de-lis, sabes?

E não, nunca sabiam. Nunca souberam. E a lis deixou de querer que soubessem também.



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sexta-feira, 16 de março de 2012
A minha lis. Dela ficou-me a imagem do vestido branco que lhe assentava divinalmente, por onde escorriam os seus cabelos dourados e o verde forte dos seus olhos era tão intenso que me hipnotizava todos os dias, mesmo sabendo já a grandiosidade do seu poder. Não tinha a noção de que era infinitamente bela. Olhava-se ao espelho como se estranhasse o rosto refllectido e percorria com os seus dedos esguios todos os traços delineando bem os seus contornos. Depois olhava para mim e sorria. E que bonito era este mundo, quando a lis parava para sorrir.


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sexta-feira, 9 de março de 2012
(das confissões ao ouvido)
Se eu acordasse para ser de novo boneca de açúcar, vivia de tristezas e doçuras desmedidas.




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sábado, 3 de março de 2012
O corpo conta histórias. Raramente são de encantar, mas são tão nossas quanto os ossos do nosso corpo. As cicatrizes, as nódoas negras. Das quedas no jardim, dos dias em que a vida nos traiu, das vezes em que tomamos decisões erradas. A queda da cadeira. Os amores que acabaram em feridas. Estórias. E-s-t-ó-r-i-a-s. Estão-nos escritas nos lábios. Nas linhas das costas. Nestes corpos febris mergulhados em melancolia. Na ponta dos dedos. Usem e abusem delas. Contem-nas a quem as quiser ouvir, gritem em ouvidos quase surdos. Exponham-se. Amem-se. Façam-se de papel ou cetim, reinventem-se, mas nunca abandonem as vossas estórias. São a essência do vosso ser.