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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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6 Cubos de gelo
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
- Não queres amor.
- Não é do amor que se trata. Não quero é a desilusão, os apertos interiores. Não quero a alma corroída nem o corpo débil. Mas tu nem chegas a amor  - és sempre saudades.
- Sou saudades?
- És, e com essas eu nunca soube lidar.



6 Cubos de gelo
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Lis, a minha pobre alminha perdida por entre um bando de manchas de carvão esborratado.Tinha um jeito de ser delicadamente bruto, era suave mesmo quando gritava a plenos pulmões. Sempre que algo lhe chamava a atenção repetia docemente «olha Inês, olha!» e a ternura daquela voz tão familiar derretia-me o coração. Era atraída pelas cores e pelo brilho, pelos sons fortes e o tumulto geral. Adorava a agitação, passeava-se orgulhosa e ria, ria, ria. Uma flor colhida, um beijo na cara, eram coisas simples que significavam o mundo para a Lis. E então eu continuava, a servir-lhe mundos, para que pudesse permanecer no dela.



1 Cubos de gelo
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Notebook, 30 de Setembro de 2010.
Poesia é o que sou o tempo inteiro, e só consigo escrever às vezes.




5 Cubos de gelo
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
- Eu gosto de estar com eles.
- Mentirosa, odeias todo o tipo de companhias.
- Só não gosto de pensar nas pessoas como corpos frágeis com vidas irrelevantes. Gosto de ficar só com a essência delas. Cartas, tardes de silêncio profundo. Não vejo o que é tão bom em sobrecomunicar. Gosto de falar para sentir, e quando falam em demasia não sinto nada senão palavras ocas a sufocarem-me. Para mim, perde-se amor.
- Logo a ti, que o amor é-te sempre tudo.
- Se o amor me faltar o que me sobram são vísceras, sonhos rasgados. Se o amor se perder, perco-me sempre com ele.


4 Cubos de gelo
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
As noites vestem-se de branco e os dias são de faz-de-conta. Eu deixo-me ficar, rainha de folhas soltas ao vento, amores primaveris, cartas sem destinatário. Sozinha, que não se partilham silêncios como se fossem bolachas, almas como bocadinhos de rebuçados de café. De coração cheio, que os filtros são mudados, o amor-próprio aquece e a voz é de porcelana. Eu vivo em nuvens-unicórnio, bules de chá que giram num frenesim caótico. Não me importo. Tenho-me a mim, de sóis perdidos. Eu que nunca sou de nada, e tenho sempre tudo.

7 Cubos de gelo
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
- Eu gosto de chavenás de chá.
- E porque me dizes isso?
- São gostos vincados e dissolvidos que aquecem o coração, como tu. Também gosto de pássaros.
- Porquê?
- Porque são de ninguém, como eu.


7 Cubos de gelo
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
- Hesitavas sempre antes de me tocar, com um medo perturbante de magoares qualquer bocado do meu ser. Sempre fui de vidro para ti, não é? Sempre me viste como uma qualquer boneca triste que queres manter por puro egoísmo. Alimentava-te o ego, saber que tomavas conta de mim e que sem o teu amor doentio provavelmente quebraria. 
- Mas não quebraste. Largaste o coração de carne e exigiste que se tornasse plástico. Vives nessa tua ilusão perfeitinha de que não precisas de ninguém e és totalmente feliz assim. 
- Mas ambos sabemos que é mentira. Podes ficar só mais um bocadinho?
- Posso.


2 Cubos de gelo
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
- Levaste demasiado a sério.
- Têm dito que sim. Mas luto por mim mesma, entendes? Se não me mostrar de ideais fortes e sonhos de cimento, deixam de ouvir.
- Mas tens sonhos de papel. Sabem-te de ferro, mas és de jasmim. Finges-te guerreira de universos e és (mais) antes uma história de embalar.
- Uma fachada bem concebida.
- Uma forma frágil e triste de viver.