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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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22 Cubos de gelo
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Não me consideraste uma causa perdida, quando muitos o fizeram. Achavam que pronto, era assim que eu era. Que me entregaria de imediato a tudo o que de mal me acontece. Que tinha nascido irremediavelmente para isto, para viver na prisão do silêncio, nos gritos que suprimia tantas vezes porque sabia que ninguém iria ouvir. E achavam que não podiam fazer nada para mudar isso. Tu não. Tu acreditavas mesmo que eu tinha de ser feliz. Que o merecia. Fizeste com que acreditasse também e é isso que me mantém agora o sorriso nos lábios e a força no corpo.
Sabes, só quando eras tu a perguntar "estás bem?" é que não desprezava a pergunta e não respondia com indiferença. Porque tu querias mesmo saber. Tentavas decifrar-me a toda a hora, o quanto te era permitido. A tua persistência e coragem [sim, coragem] fizeram com que agora seja praticamente impossivel esconder o que quer que seja de ti.
És uma pessoa de poucas palavras, mas isso nunca me incomodou. Nunca apreciei conversas sem nexo, com palavras que não dizem nada nem acrescentam nada ao que já sou ou aquilo em que acredito. São os incriveis silêncios que te distinguem, são as palavras ocas que não dizes.
Tenho imensa pena que a amizade que tínhamos tenha acabado. Tenho mesmo. Mas lidar com tudo isto, não conseguíamos. Agora somos amigos, dos normais, com o indiferente 'bom dia' ao inicio de mais umas 24 horas. Sem grandes sobressaltos ou algo que se destaque, porque as circunstâncias impedem-nos de muito.
Sê feliz menino, que a menina está a tentar sê-lo também.