Informação

Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

Setembro 2009 Outubro 2009 Novembro 2009 Dezembro 2009 Janeiro 2010 Fevereiro 2010 Março 2010 Abril 2010 Maio 2010 Junho 2010 Julho 2010 Agosto 2010 Setembro 2010 Outubro 2010 Novembro 2010 Dezembro 2010 Janeiro 2011 Fevereiro 2011 Março 2011 Abril 2011 Maio 2011 Junho 2011 Julho 2011 Agosto 2011 Setembro 2011 Outubro 2011 Novembro 2011 Dezembro 2011 Janeiro 2012 Fevereiro 2012 Março 2012 Abril 2012 Maio 2012 Junho 2012 Julho 2012 Outubro 2012 Novembro 2012 Dezembro 2012 Janeiro 2013 Abril 2013 Julho 2013 Abril 2014



arquivos

links

formspring youtube feridas no joelho da maria, com amor dancemearoundtenderly@hotmail.com






28 Cubos de gelo
Comenta


sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Qual morrer a dormir qual quê, eu dantes sonhava morrer a dançar. Estendida no palco, depois de fluir docemente por todo aquele espaço por mais tempo do que me era permitido. Com as pernas a tremer e os dentes a tilintar. Com os olhos a fecharem-se lentamente, acompanhando a música que cada vez se tornava menos nítida. Com o coração a bater num ritmo furioso e incessante.
Com todos de pé, a aplaudir. Uma ovação estrondosa perante a revelação de um enorme talento que moldou um impetuoso espectáculo.
Com as faces ainda rosadas por o sangue ter afluido em ambundância àquela zona minutos antes. Penteado desfeito, característico de quem dança por gosto. De quem sente cada movimento em todas as pequenas partículas do seu ser. De quem é feliz apenas desse jeito.
O pano seria corrido no momento em que a melodia terminasse. Suave, leve, simples, bonito. As pessoas continuariam a aplaudir até terem as mãos dormentes. E mesmo depois do espectáculo, nunca ninguém se esqueceria daquela destemida bailarina. Que amava demasiado toda aquela emoção, todo aquele frémito para sair a meio. Que apenas fechou os olhos quando a música terminou. Que aguentou até ao soar da última nota.

E dantes era assim, sonho inocente de rapariguinha ingénua.