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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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29 Cubos de gelo
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domingo, 27 de dezembro de 2009
Ela estava, como sempre, divertida a brincar com os dedos dele. Sorria calmamente, imbuída na estranha actividade. Contorceu o seu dedo mindinho de modo a encaixar no dele. Só então parou, distraída por algo que ele não conseguiu perceber o que era.
- Sabes porque é que as pessoas fazem promessas com o dedo mindinho? – Perguntou ela, voltando à sua já tão normal brincadeira.
- Não.
- É uma história muito antiga, que ocorreu na China ou no Japão, não estou certa. Uma princesa estava a escolher um pretendente, por isso pediu a todos eles que adivinhassem qual era o dedo que ela escondia. Só o último acertou, dizendo que era o mindinho. Então ela uniu o seu dedo com o dele e aí fizeram a promessa de nunca mais se separarem. Mas um dia o homem foi para a guerra e não voltou. Passado 10 anos, chegou um mendigo ao palácio que estendeu docemente o mindinho à princesa. Esta percebeu de imediato que se tratava do seu amor perdido. Viveram felizes, mas ao 49º dia ele voltou a ir-se embora, e só aí ela percebeu: Reza a lenda que as almas dos mortos voltam em forma humana por 49 dias, para depois irem embora. No 49º dia. Definitivamente.
Ela suspirou e olhou para baixo, tentando esconder a mágoa presente no seu olhar.
- Porque me contas esta história agora?
- Porque hoje é o 49º dia desde que tu voltaste e interlaças-te o teu mindinho no meu.