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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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10 Cubos de gelo
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Tu achas sempre, nessa tua ingenuidade de criança perdida, que eu me esqueci de ti. Tontinha. Lembro-me de ti sempre que saio à rua e passo por o pequeno jardim onde te deitavas. Lembro-me de ti sempre que vejo a flor lá. É a única flor daquele campo verdejante. Uma pequena papoila de vermelho vivo em quem nunca repararia se não fosse o teu contagiante entusiasmo ao encontrá-la. Pediste-me que olhasse, mesmo quando sabias que já estava a olhar. Querias assegurar-te que eu reparava. Custou-te tanto aquele dia, jasmim.
- Quero arrancá-la para te dar. Eu sei que ela vai morrer. Eu não a quero matar Inês, mas eu sei que ela ia gostar muito de estar contigo um bocadinho, mesmo que morresse a seguir. Ela ia gostar muito, ias ver.
Não te respondi. Ficaste a olhá-la, de tristeza infiltrada no coração. Estavas prestes a chorar mas não o fizeste. Não estranhei. Querias mostrar-me como te era importante e aquela situação frustrava-te tanto. Envolvi-te num abraço silencioso e ficámos a olhar aquela papoila que naquele dia não me deste para a mão mas que deste, em silêncio, por entre soluços. Aquela flor ainda me pertence, sabes?