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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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13 Cubos de gelo
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Lis,
É um erro dirigir-te esta carta. Amigas, nunca o fomos. Éramos antes pedaços da mesma alma. Eras tudo o que eu calava em expressões mudas e eu era tudo o que remexia com o teu ser. Então permanecíamos confidentes de acasos de coração, figurinos principais. Ninguém parecia compreender a razão de todo o carinho que nos ligava. Nunca compreenderam a tua ingenuidade de criança danificada que se cansou de ver o mundo com olhos de ver como também nunca compreenderam a minha frieza calculista de quem se danificou ao sonhar. Nunca compreenderam como estavas, à tua maneira, tão danificada quanto eu. E eu tão danificada quanto tu. 
Sempre que me falam em doçura em penso em ti, minha jasmim, de caracóis ao sabor do vento e coração inflamado em lágrimas. Aqui só para nós, às vezes fecho os olhos com força e chamo por ti. Imagino-te a cantar uma das tuas canções de embalar e a afagar-me os cabelos. Porque eu também preciso de ser embalada, e só tu o sabes como ninguém. A papoila ainda cá está, tens de vir cá vê-la, que ela morre de saudades do teu sorriso. Tal como eu.
Da Inês, da tua Inês.
Letter #1 - to your best friend.