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Chama-se inês com i pequeno e um dia vai ser bailarina de caixa de música ou cinderella profissional. Não gosta de palhaços e tem pavor a machucares de coração. Gosta de decalcar sentimentos e remexer em entranhas. Quando fica nervosa morde o lábio inferior ou finge tocar piano nas pernas. Tem o coração pequeno e os olhos grandes, tem os olhos muito grandes.

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17 Cubos de gelo
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terça-feira, 6 de julho de 2010
- Um dia ela entrou aqui à beira das lágrimas. Não me quis contar o porquê, vim a sabê-lo mais tarde. Liguei a música e comportei-me como se fosse apenas mais um ensaio. Nessa tarde ela dançou como ninguém. O ódio tinha afluído à alma e transbordava agora na forma de movimentos soberbos. Tudo o que consegui fazer foi fixar, embasbacado. No fim, fez vénias com uma cortesia fantástica e eu rebentei a rir. Ela não entendeu. Eu ria porque era ridículo. Depois da perfeição a que tinha submetido os meus olhos, curvava-se perante mim implorando por uma apreciação que nunca poderia descrever inteiramente o que tinha acabado de fazer. Não, não te quero com ela. Fazes-lhe mal. Infectas-lhe cada veia com um veneno mortal. Não posso deixar que isso lhe aconteça. Não a ela. Ela é demasiado frágil e ambos o sabemos. Torna-se marioneta das tuas mãos. Tu és-lhe tudo, mas eu conheço-a como tu nunca a conhecerás. Cada vez que entra nesta porra de estúdio desfaz-se em bocados. Não entenderias como aquele dia lhe ficou cravado na pele. Se ao menos não tivesse sido tão perfeita – mas foi-o. Revive-o, tentando alcançar um quarto daquela excelência.  Não se vai despegar desse momento. Foi esculpida pela dor naquela perfeição de movimentos e é por esse motivo que serás sempre uma peça fundamental na sua sanidade. Quebraste-a e ela nunca recuperou totalmente. Desse jeito, será sempre tua. Serás sempre a pessoa que a fez superar-se a si mesma. Serás sempre ele.

(este blogue acabou de se tornar ainda mais pessoal)